Teorias

A virtualização do passado

Podemos encapsular o tempo passado, digamos, 30 anos, em um pensamento. Nesse sentido, estamos virtualizando o passado. Como o digital virtualiza uma realidade, o que temos no presente pode ser considerado uma virtualização do passado, como já disse.

Atribuímos valores, realidade, simplificações, medidas, opiniões, caráter, representação ao que já passou, trazendo para essa tela do presente o que tínhamos antes.

É claro, os bem formados dirão: "mas essa é uma simplificação, o encapsulamento de milhares de coisas a um átimo". E sim, tem razão. Num pensamento, ou em poucos, tomamos um século ou até um milênio. E pior, atribuímos o valor de conceitos do presente a conceitos do passado.

Assim, o amador diz: " a propriedade privada em tal época", com a propriedade privada de hoje na cabeça, como se esta fosse aquela. Ou ainda: "a Idade Média", com três ou quatro conceitos na cabeça designando um milênio. Erro de amadores: transposição mecânica de sua realidade a outra época e simplificação dos acontecimentos, simples assim.

Mas voltando à virtualização que me refiro, temos essa capacidade, de guarda em certa máquina de pensamento todo o passado. Assim como uma máquina atual traz em si o seu mundo físico, real e atual, podemos trazer em nossa cabeça uma representação do que já foi. E vemos o passado, relembramos, simplificamos, rodamo-lo em várias perspectivas diferentes, analisamos um só aspecto, de modo muito correlato a um mecanismo de virtualização, para bem e para mal, ou seja, obtendo esclarecimento ou perdendo esclarecimento do que já se foi, dependendo de como essa tal virtualização é feita.

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Teoria do Limite

Fomos educados a acreditar, nessa época, que não existe limite para a investigação humana. Porém, lembremos, em outras eras passadas, o movimento tecnológico era tão pequeno que a sensação era contrária, sem que se acreditasse em uma evolução ou alargamentos dos limites daquele tempo.

Exploramos vastas áreas do universo e da matéria. No universo enxergamos tão longe que temos a expectativa do infinito. E na matéria fomos ao átomo, ao tão pequeno que esperamos estar próximos de um infinito.

Aqui distinguimos duas faces do mesmo infinito: a matemática e a prática.

O infinito matemático é impensável e sempre vai mais além, para o pequeno e para o grande, interminavelmente.

Já o infinito prático é visto em nossa experiência científica e empírica, e está mais próximos de nós, porém, rumo ao inalcançável.

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