Poesias

Aos jovens perdidos e guerreiros cansados

Aos soldados perdidos de longe de seus lares

Cravados à espinha pás e pedras

Ao impetuoso atirados

Sem fogueira que os eleve

Por dentro e por fora tímidos

Sentados ao chão imersos

Como tintas à tela árida

De um só traço indefinido desenhados

Ao tear com fios de sangue

À navalha presa nas nuvens

No horizonte vermelho crava-se o azul

Em seus olhos penetrados

Calemos nossa voz e nosso julgamento

Oremos aos seus pais e suas mães

Abrindo o peito distantes

A esses jovens atirados ao mundo

Benzamos a eles suas vontades

De voltar para casa e beijar

Seus pequenos irmãos inocentes.

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