Poesia

Por Maurício de Oliveira

Aos jovens perdidos e guerreiros cansados

Aos soldados perdidos de longe de seus lares Cravados à espinha pás e pedras Ao impetuoso atirados Sem fogueira que os eleve Por dentro e por fora tímidos Sentados ao chão imersos Como tintas à tela árida De um só traço indefinido desenhados Ao tear com fios de sangue À navalha presa nas nuvens No horizonte vermelho crava-se o azul Em seus olhos penetrados Calemos nossa voz e nosso julgamento Oremos aos seus pais e suas mães Abrindo o peito distantes A esses jovens atirados ao mundo Benzamos a eles suas vontades De voltar para casa e beijar Seus pequenos irmãos inocentes.
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