Poesia
Por Eugênio Ferreira de Andrade
Aos jovens perdidos e guerreiros cansados
Aos soldados perdidos de longe de seus laresCravados à espinha pás e pedrasAo impetuoso atiradosSem fogueira que os elevePor dentro e por fora tímidosSentados ao chão imersosComo tintas à tela áridaDe um só traço indefinido desenhadosAo tear com fios de sangueÀ navalha presa nas nuvensNo horizonte vermelho crava-se o azulEm seus olhos penetradosCalemos nossa voz e nosso julgamentoOremos aos seus pais e suas mãesAbrindo o peito distantesA esses jovens atirados ao mundoBenzamos a eles suas vontadesDe voltar para casa e beijarSeus pequenos irmãos inocentes.
3
Comentários
Nenhum comentário ainda.