Poesias

Frenético

Beijo suicida

Espírito da tragédia

Vênus dançante

Hoje não sou o que você quer

Sou o corpo do escravo

O gozo do gênio

Faraó de toalhas pornográficas

Verbo bombástico

Semântica semiótica da loucura

Os nervos do guerreiro no último segundo

Não

Definitivamente não sou o que você quer

Amor sem perdão

Um tiro na noite escura

Átomo ínfimo e infinito

Sustento do universo

Fogo na galáxia

Nudez dos corpos

Vil metal nos dedos das prostitutas

Bizão forte que calca a lama

Não

Hoje não

Hoje não sou o que você quer

Putas e esquizofrênicos

Sou muito mais eles

do que muita coisa que estou vendo!

Insâno

Deus virado no santo

Mais fogo

Olhos no nevoeiro

Silêncio abismante

Tiro no peito

Medo dos marinheiros

Furor da fúria

Risco no céu

Beijo caótico

Solidão das noites

Amanhã é outro dia e

Andarei reto e dócil

Mas dentro de mim há tudo isso.

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Um cão selvagem corre por minhas veias

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Vaga pelos milênios perdidos em meus sonhos

Salta tantas montanhas

E cruza tantos desertos

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Sábado à noite

Encontros

Labiais....

Desencontros

Normais...

Olhares

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Se não existe o sagrado

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Se não existe o sagrado

O céu não tinge os olhares intrigados na noite

Se não existe o sagrado

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Sujaram as águas do Ipiranga

Cá entre nós

Sujaram as águas do Ipiranga...

Poluíram suas margens plácidas

As fábricas esquizofrênicas e irracionais...

A pátria amada mãe gentil

[...]